CONCLUSÃO

Polícia Civil conclui investigação de feminicídio em Maravilha

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Maravilha, concluiu o inquérito que apurou o feminicídio de Andréia Sotoriva, ocorrido em 13 de agosto de 2025, no centro da cidade.

O crime

Na tarde do dia 13, C.B., armado com um revólver calibre .38 sem registro, entrou em um estabelecimento comercial e disparou quatro vezes contra a ex-companheira. Andréia não teve chance de defesa e morreu no local. Em seguida, o autor atirou contra si próprio.

C.B. foi socorrido e levado ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, mas teve morte encefálica confirmada em 16 de agosto.

Histórico de violência

De acordo com as investigações, o casal havia se separado dias antes do crime e tinha um filho em comum. Testemunhas relataram que a relação era marcada por episódios de perseguições, ameaças e agressões contra Andréia.

Mesmo diante das situações de violência, a vítima não chegou a registrar ocorrência ou pedir medida protetiva. O autor já possuía histórico de violência doméstica em casos anteriores.

Com a morte de C.B., a Polícia Civil concluiu pelo feminicídio, mas houve a extinção da punibilidade, conforme prevê o artigo 107, inciso I, do Código Penal. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.

O ciclo da violência

O caso é apontado pela Polícia Civil como um exemplo do ciclo de violência doméstica que, em muitos casos, termina em feminicídio.

Poucos dias antes de ser morta, Andréia chegou a relatar a sensação de alívio após romper o relacionamento e mudar de casa. “Agora estou com o meu coração leve e com a minha consciência leve. Agora eu tenho vida”, disse ela a uma amiga.

Especialistas destacam que o momento da separação é o de maior risco para a vítima. Estatísticas mostram que mulheres correm maior perigo de morte ao romper relações abusivas, quando o agressor perde o controle que exercia.

O agressor “sem perfil”

Uma testemunha relatou surpresa com o crime, afirmando que o autor parecia uma pessoa tranquila e bem-humorada no convívio social.

A Polícia Civil ressalta, porém, que não existe um perfil único de agressor. Muitos feminicidas não correspondem ao estereótipo de criminoso e podem ser vistos como “normais” pela comunidade. O fator comum é o comportamento no ciclo da violência: controle, ameaças e perseguições que, em alguns casos, culminam na morte da mulher.

Orientação às vítimas

A instituição reforça a importância da denúncia. Mulheres em situação de violência ou pessoas que tenham conhecimento de casos semelhantes devem procurar imediatamente a Delegacia de Polícia ou instituições de apoio para solicitar ajuda e medidas de proteção.


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