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Super El Niño começa a impactar o Brasil e pode ser o mais intenso dos últimos 150 anos
Os efeitos do Super El Niño começam a ser sentidos de forma mais evidente em todo o Brasil a partir da segunda quinzena de julho. Embora o fenômeno tenha sido confirmado em junho, especialistas apontam que é neste período que as mudanças no padrão climático passam a influenciar diretamente o dia a dia da população.
De acordo com projeções do Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de que o fenômeno atinja a classificação de "muito forte" entre os meses de outubro e dezembro, quando deverá alcançar seu pico de intensidade.
Segundo estimativas divulgadas pelo R7, este pode ser o Super El Niño mais intenso dos últimos 150 anos.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre, em média, a cada três a cinco anos. Ele se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, acompanhado do enfraquecimento dos ventos alísios.
Quando esse aquecimento supera 2°C acima da média histórica, o fenômeno passa a ser classificado como Super El Niño, aumentando significativamente o potencial para eventos climáticos extremos em diversas partes do planeta.
Impactos previstos no Brasil
As previsões indicam efeitos distintos entre as regiões do país. No Sul, a expectativa é de aumento expressivo das chuvas, favorecendo a ocorrência de temporais, enchentes e alagamentos.
Já nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, a tendência é de temperaturas acima da média, tempo seco prolongado e redução significativa das chuvas, cenário que aumenta o risco de estiagens, queimadas e impactos na agricultura.
Meteorologistas recomendam que a população acompanhe os boletins oficiais de previsão do tempo e fique atenta aos alertas emitidos pelos órgãos de monitoramento climático, especialmente durante o período de maior intensidade do fenômeno.
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