FEVEREIRO ROXO

Fibromialgia: dor invisível que pede acolhimento

Conviver com dor constante é um desafio diário para milhares de pessoas diagnosticadas com fibromialgia. Trata-se de uma doença crônica, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), caracterizada por dor musculoesquelética difusa, sensibilidade aumentada ao toque e uma série de sintomas físicos e emocionais que comprometem a qualidade de vida. Apesar de não causar deformidades nem apresentar alterações evidentes em exames laboratoriais, a fibromialgia é real, incapacitante e exige atenção contínua.

            A origem da doença ainda não é totalmente conhecida, mas estudos indicam que a fibromialgia está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a processar os estímulos dolorosos de forma exagerada. Fatores como estresse intenso ou prolongado, traumas físicos ou emocionais, infecções, distúrbios do sono e predisposição genética podem atuar como gatilhos para o surgimento dos sintomas. A condição é mais comum em mulheres, mas também pode afetar homens, idosos e até crianças.

            Entre os principais sintomas estão a dor generalizada, fadiga persistente, rigidez muscular, especialmente ao acordar, distúrbios do sono, dores de cabeça frequentes, formigamentos, além de dificuldades de concentração e memória, conhecidas como “fibrofog”. Muitos pacientes também convivem com ansiedade, depressão e alterações de humor, o que reforça a necessidade de um tratamento multidisciplinar e humanizado.

            Por ser uma doença invisível aos olhos, a fibromialgia ainda é cercada por desinformação e preconceito. Não são raros os relatos de pacientes que enfrentam descrédito, atrasos no diagnóstico e falta de compreensão, inclusive no ambiente familiar e profissional. Diante desse cenário, a informação e o acolhimento tornam-se ferramentas essenciais para garantir dignidade e qualidade de vida às pessoas diagnosticadas.

Fevereiro Roxo

            É nesse contexto que o Fevereiro Roxo ganha relevância. A campanha nacional de conscientização chama a atenção para doenças crônicas como a fibromialgia, reforçando a mensagem de que “se não há cura, há tratamento”. O movimento busca sensibilizar a sociedade, incentivar o diagnóstico precoce, promover o acesso a terapias adequadas e fortalecer políticas públicas voltadas ao cuidado integral dos pacientes.

Afibromar

            Em Maravilha, o trabalho de acolhimento e orientação aos pacientes com fibromialgia é desenvolvido pela Afibromar, associação que nasceu do desejo de oferecer um espaço seguro, empático e livre de julgamentos. A entidade atua no apoio emocional, na troca de experiências reais e na disseminação de informações confiáveis, fortalecendo pessoas que convivem diariamente com a dor crônica.

            Além do acolhimento, a Afibromar desenvolve ações práticas que impactam diretamente a vida dos pacientes. Entre as iniciativas estão a academia gratuita, viabilizada por meio de parceria com a Academia Mamuscles; convênio com a Clínica Raimed; descontos em aulas de hidroterapia na Aquafit Center Academia; e tratamento multidisciplinar em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, garantindo um cuidado mais completo.

            A atuação da associação vai além do município de Maravilha. Atualmente, a Afibromar assessora e atende cerca de 15 municípios, contribuindo para a criação de núcleos municipais em parceria com as secretarias de saúde. O trabalho inclui a orientação direta aos pacientes, divulgação de informações atualizadas, esclarecimento sobre direitos e leis específicas voltadas às pessoas com fibromialgia.

            Mais do que uma associação, a Afibromar representa um movimento de escuta, empatia e fortalecimento coletivo. Em um mundo onde a dor crônica ainda é invisibilizada, a entidade reafirma, especialmente durante o Fevereiro Roxo, que nenhuma dor deve ser minimizada e que caminhar juntos torna a jornada mais leve. Aqui, cada história importa, cada dor é validada e ninguém precisa enfrentar a fibromialgia sozinho.


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